quinta-feira, 16 de junho de 2011

Punk Rock Lover

I see myself through him,
I see the world through him

Through windows on his house
I see what he calls pain

And I could say I'm having the time of my life
Because I want him more that he could ever try

Mu punk rock lover,
I know I'm gonna miss you
My punk rock lover

I could be his girl, because I know
He would still love me if I ruled the world...

terça-feira, 24 de maio de 2011

The basic difference between a&b


O que é meu é o que sou.

O que desejo que me compreenda é,
entretanto,
o que quero ser.

domingo, 22 de maio de 2011

Marlboro

Conviver com a ideia de que a felicidade não existe e não existirá. Saber que decisões que possam vir a ser tomadas não te trarão, necessariamente, felicidade; trarão, sim, mais ou menos sofrimento. Viver com a certeza de que momentos felizes são mais fugazes que a chama de um cigarro aceso, indo embora tão rápido quanto vai a fumaça arrastada pelo vento.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Porque vocês não sabem

Alô, Milton, esquece, o lixo não é ocidental. O lixo é geral; geral, pois coletivo. O lixo está na representação, o lixo está na matéria. Medite. Isolar-se da materialidade: isolar-se do coletivo. Isolar-se do sofrimento. Por que, então, comparar o que pensamos ser ao que realmente somos? Le Corbusier estava certo; é preciso ver sempre o que se vê.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

rotten teeth

____________________________________Are my rotten teeth visible to the
______________________________________________________[naked eye?

__________________________________I hope they're not, 'cause I'm in love;
________________________________And when I'm in love, I've got to smile.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Dimension Seven



Ele era a voz dos desesperados. Dos presos, dos ensimesmados, dos reféns da impossibilidade. “Não tenho câncer, mas tenho dor dentro de mim”, era o que seus olhos diziam. Era o que suas letras, compreensíveis só a ele ou àqueles que o estudavam, cantavam por entre os acordes tortos. Era a mensagem agressiva, gritada a mil decibéis, dos ídolos que carregavam seu espelho. Era a tortura de estar preso àquilo de que não se pode escapar. Era um mundo de poucos – dos poucos que sabiam a dor, e somente a dor, de ser o que se é.

domingo, 7 de novembro de 2010

Uma Aprendizagem

Não sei se Foi Clarice. Talvez tenham sido os novos ares, que de velhos já têm muito. Ou então o vento, revolto, que me encontra pontualmente e bagunça todos os fios do meu cabelo.

Talvez tenha sido Clarice. Uma esperança repentina que vem tornando tudo mais firme. Ou até mesmo o sol, incômodo, senhor do tempo leve e dos dias azuis. Do meu desejo por noites chuvosas e tardes acinzentadas.

Decerto foi Clarice. A ânsia por novos olhos e uma resposta imediata. A certeza interior que sustenta minha coluna vertebral, tensiona meu pescoço e ergue minha cabeça vida acima.