Mostrando postagens com marcador neoliberalismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador neoliberalismo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de março de 2009

Esquerda no Brasil

Bom, o que é ser de esquerda no Brasil? É gostar de Marx? É usar camisa do Che Guevara? É pichar nos muros da cidade "ABAIXO A DITADURA"? É achar Obama gatinho? Não, não.
Ao tentarmos definir o que é a esquerda brasileira, entramos numa questão muito complexa e ao mesmo tempo muito simples. Muito complexa porque tem muita gente que acha que ser de esquerda é obrigatoriamente ser comunista. Não. Ser comunista é defender um modelo de sociedade ideal, na qual haveria uma convivência harmoniosa entre todas as pessoas, igualdade absoluta. Ser de esquerda não é sonhar com a sociedade perfeita; é enxergar e tentar mudar os defeitos da nossa sociedade.

Exemplifiquemos com o que nos está próximo: atual crise do sistema neoliberal. Como se sabe muito bem, quando eclode uma crise é porque algo não estava indo bem, é porque faz-se necessário consertar alguma coisa. Pois vejamos, "crise do NEOLIBERALISMO". Se quem está em crise é o sistema neoliberal, quem conseqüentemente precisa ser modificado, ou exterminado? O Neoliberalismo, ora pois. E o que é o Neoliberalismo? Em palavras simples, a farra do mercado, a mão invisível do Estado. Então, se esse sistema que visa apenas a alimentação do mercado e desconsidera problemas sociais entra em crise, o que se conclui? Que é necessária uma interferência maior - ou existente, digamos assim - do Estado. Mesmo que se tenha criado o Estado intervencionista pós-29, faz-se necessária agora a sua reelaboração.
Conluindo, camaradas, ser de esquerda é isso. Como disse Emir Sader, a característica da esquerda brasileira contemporânea é ir de encontro aos paradigmas neoliberais. E eu assino embaixo: enquanto Olavo de Carvalho & cia sonham com a vida infinita desse sistema predatório, eu, o Emir Sader, a crise de 2008 e a (verdadeira) esquerda do Brasil gritamos: Neoliberalismo, BYE BYE!

sábado, 27 de dezembro de 2008

Parati Para Mim


"Essa cidade morreu. A gente de fora, a gente veio e transformou tudo num shopping. Museu aberto e shopping. Quando eu cheguei aqui as pessoas abriam as portas de casa, botavam as mesas pra fora. Viviam as suas vidas sem essa humilhação. Hoje, foram expulsas pela grana. Viraram garçons, atendentes, vendem merda pra gringo comer, artesanato pra gringo levar. Os turistas engordando e cagando a cidade. As casas pintadas agora, mas perderam a alma. Sempre a porra da grana fodendo com tudo"

domingo, 28 de setembro de 2008

O Acordar dos States

Depois de passar quase sessenta anos numa economia desenfreadamente consumista e liberal (ou neoliberal, se preferirem), os nossos amiguinhos USA sofrem um baque: a crise econômica, conseqüência da supervalorização do mercado.
A China, emergindo, dá logo os sinais de mais nova potência mundial, enquanto, na Casa Branca, Bush - desesperado, pedindo perdão a Deus - e seus discípulos tentam dar um jeito na merda que fizeram. O acordo proposto pelo ex-presidente (?) pede encarecidamente aos cidadãos estadunidenses 70 bilhões de dólares. Eis que a população do consumo vai ter de se adaptar a viver com pouco! Espera-se, então, que não só a população, mas também os banqueiros - principais responsáveis pela crise - sofram as conseqüências. Contudo, nossos queridos amiguinhos democratas exigem que se pague aos banqueiros uma determinada quantia para continuar mantendo-os ricos. Isso mesmo! A população que pague, se vire, enquanto os que desencadearam toda a confusão continuam no conforto. Há, portanto, uma rivalidade na aceitação do acordo: dar ou não dar aos banqueiros, além do fato de os republicanos defenderem a autonomia do mercado com unhas e dentes. Entretanto, se esta rivalidade não for resolvida, o acordo acabará por não ser aceito. Se não for aceito, o mundo inteiro poderá dar bye bye ao Neoliberalismo: a economia de todo o mundo será afetada. Seria, então, o colapso do capitalismo? Será esta a hora de outro modo de produção instaurar-se no mundo? Apesar de não gostar muito do capitalismo, tenho minhas dúvidas. Eu gostaria, sim, que ocorresse essa mudança brusca, mas mesmo que não ocorra, o "liberou geral" do mercado, assim como a hegemonia estadunidense de imposição consumista, podem arrumar suas malas e dar adeus a este mundo aqui - ou bye bye, se preferirem.